5 animações inspiradoras

Foi-se o tempo em que as animações eram feitas somente para crianças e carregadas de piadas. Atualmente, é possível encontrar filme do gênero que tratam de uma infinidade de assuntos, o que permite uma variada na faixa-etária do público e, principalmente, conquistar pessoas com interesses distintos.

Separamos cinco obras que exploram diferentes temas, algumas com um pouco mais de drama do que outras, mas todas capazes de nos fazer refletir sobre a condição humana. Eles estão disponíveis na Netflix atualmente, mas vale lembrar que o catálogo do serviço de streaming é atualizado constantemente.

 

A Ganha-Pão (The Breadwinner, 2017)

No Afeganistão governado pelo Talibã, Parvana é uma garota de 11 anos que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando o pai é preso injustamente. Em uma realidade que não permite que mulheres andem sozinhas pelas ruas, ela precisa de passar por menino para poder trabalhar e sustentar a mãe e os irmãos.

Indicado ao Oscar 2018 na categoria Melhor Animação, A Ganha-Pão expõe, com muita maturidade, a realidade do Talibã e as dificuldades enfrentadas por muitos que são governados por este. Ao mesmo tempo, mostra a força feminina em um momento de dificuldade. O filme de Nora Twomey é, visualmente, muito atraente, e carrega uma carga dramática da medida certa.

 

Com Amor, Van Gogh (Love, Vincent, 2017)

Este é o resultado de um projeto ambicioso que levou 6 anos para ser concluído. A equipe dos diretores Dorota Kobiela e Hugh Welchman, formada por 100 pintores, pintou os 65 mil frames do filme, utilizando óleo sobre tela, a técnica usada por Vincent Van Gogh.

A história se passa um ano após a morte do pintor, e mostra o jovem Armand Roulin, filho do carteiro Joseph Roulin, procurando pelo pintor a fim de entregar uma carta escrita por seu pai, que era grande amigo de Vincent. Ao saber da morte do artista, Armand tenta entender a situação por trás do suposto suicídio e conversa com pessoas da região.

Cada diálogo se transforma em uma nova imersão à obra do artista. É um filme incrivelmente belo.    

Rango (Idem, 2011)

Este filme tem um lado cômico mais aguçado, considerando ou outros citados na lista. É a história de um camaleão de estimação que se perde no meio de uma mudança, vai parar no velho-oeste e tem uma crise de identidade. Um pouco complexo, mas incrivelmente divertido.

Rango incorpora o próprio Clint Eastwood nos westerns de Sergio Leone sem imaginar o tamanho da encrenca.

 

Anomalisa (Idem, 2015)

Com boneco de silicone, os diretores Charlie Kaufman e Duke Johnson dão ao espectador o gosto amargo da realidade a partir do reconhecido palestrante motivacional Michael Stone. Famoso a bem-sucedido na área em que atua, ele tem dificuldades de se relacionar com outras pessoas, pois as enxerga com o mesmo rosto e a mesma voz. Sua vida muda quando, em uma viagem à trabalho, conhece a tímida Lisa, uma atendente de telemarketing.

Colocando em pauta as angústias humanas do mundo moderno, Anomalisa surpreende pelo seu realismo e, ao mesmo tempo, pela sua doçura. É comovente e deixa o espectador com cara de quem foi pego de surpresa pelas armadilhas da vida.

 

Your Name. (Kimi no na wa. 2016)

A jovem Mitsuha é uma estudante que vive na região rural e sonha em conhecer Tóquio. Ao mesmo tempo em que começa a ter lapsos de memória, seus sonhos passam a ser mais reais. Na verdade, ela está trocando de corpo com Taki, um jovem que mora e Tóquio. É difícil falar a respeito sem entregar demais, mas posso dizer que Your Name mistura fantasia, comédia, drama, romance e mistério, além de ser um trabalho primoroso de Makoto Shinkai, cineasta que vem surpreendendo o público positivamente e carrega uma espécie de “herança artística” de Hayao Miyazaki, de A Viagem de Chihiro.

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