Especial Missão: Impossível

Quem nasceu até o ano de 1990 com certeza sabe o que é ter assistido, algumas vezes, Missão: Impossível (1996) na Sessão de Gala da Globo. Minha referência era: “Ah! É aquele filme do pessoal infiltrado na festa? Legal! Adoro esse filme!”

Nessa época eu sabia que existia um filme chamado “Missão: Impossível” e sabia que tinha esse filme que eu adorava, foi depois de alguns anos que fui ligar o nome à pessoa.

Você já sentiu aquela vontade de nunca ter visto um filme antes, para poder assistir novamente sentindo e descobrindo as mesmas coisas?! Eu vivo refém desse sentimento, e com Missão Impossível não é diferente! Já perdi a conta de quantas vezes tive essa vontade de rever a entrada na festa, me perguntando quando ele iria usar o “chiclete”, quem era MAX, em quem poderia confiar e se ele ia conseguir entrar na CIA.

Mas, mais difícil do que querer assistir novamente pela primeira vez um filme, é sentir a decepção de assistir “a continuação” ou o segundo filme da franquia.

Sinto até hoje uma certa frustração com Missão: Impossível II (2000), mas a culpa é daquele romance que começa nos primeiros 10 minutos de filme. Eu sempre achei meio forçado. Acho que tentaram compensar aquele quase romance do primeiro. Sim! Eu chamo de quase romance toda aquela tenção na relação do Ethan Hunt (Tom Cruise) com a Claire Phelps (Emmanuelle Béart). <3

Mas tirando a parte do romance, para mim, a ação e trama não deixaram a desejar, com destaque especial para o festival de mascaras realistas usadas dessa vez, enquanto realizavam a missão de conter o Quimera e encontrar o Belerofonte.

Agora, se faltou romance no primeiro e no segundo, sobrou em Missão: Impossível III (2006). Digo sobrou porque depois desse filme, eu queria um spin-off só sobre o casal Ethan e Julia! Eu sempre adorei essa parte normal da vida dos agentes secretos! Tudo fica mais emocionante! E a gente se conecta aos sentimentos e ações do personagem! Ele fica mais humano! E assim, mais foda!

Então dessa vez temos romance, algo pelo que lutar além da simples tarefa de salvar uma lista de agentes secretos ou a raça humana de uma contaminação horrível! Pode parecer uma bobagem dar tanta importância para esse romance, mas é ele que abre o lado sentimental do personagem principal, que será explorado pelo vilão! É só agora, em seu terceiro filme que o vilão apresenta-se assim, mais complexo e brilhante.

Com o total fracasso na missão de se aposentar e de ter uma vida normal, Ethan precisa lutar pela IMF em Missão Impossível – Protocolo Fantasma (2011). Ok! Ele sempre está lutando pela IMF e pela continuidade do trabalho, mas dessa vez pareceu mais difícil se manter vivo!

É nesse ponto da franquia que podemos ver a reciclagem do estilo, ainda é o mesmo agente, com o mesmo universo e estrutura de conflitos, só que mais moderno, tanto no que se refere aos equipamentos, quanto na estrutura de personagens, pois agora temos meu favorito dessa “segunda fase”, Benjin Dunn (Simon Pegg) o gênio da tecnologia que carrega toda a veia cômica do filme, característica essa bastante presente nos últimos filmes de ação.

Por fim, chegamos à Missão Impossível: Nação Secreta (2015), é normal ler e ouvir por aí que, até agora, este é o melhor filme da franquia, e eu posso até concordar em partes com isso, já que agora desta vez o filme entregou a qualidade a qual fomos recentemente acostumados. Mas guardando as devidas proporções de cada época, os filmes entregaram o que se propuseram, e na minha opinião, de forma completa. Foram todos bons filmes, sempre nos deixando com aquele gostinho de quero mais que cumpriu a tarefa de manter alta a nossa expectativa sobre o que estava por vir.

 

 

Você sabia?

Missão: Impossível foi baseado em uma série americana de mesmo nome, dos anos 60.

A música tema é a mesma que Lalo Schifrin compôs para a série, mas que 30 anos depois foi remixada por Larry Mullen Jr e Adam Clayton do U2, para o filme.

Tom Cruise além de NÃO utiliza a ajuda de dubles para a maioria de suas cenas também aparece como produtor em todos eles.

 

FICHAS TÉCNICAS

Nome: Missão: Impossível (Mission: Impossible)
Ano: 1996
Diretor: Brian DePalma
Orçamento: US$ 80 milhões
Receita: US$ 457.696.359
Trilha sonora: Danny Elfman e Lalo Schifrin

Nome: Missão: Impossível II (Mission: Impossible II)
Ano: 2000
Diretor: John Woo
Orçamento: US$ 125 milhões
Receita: US$ 546.388.105
Trilha sonora: Hans Zimmer

Nome: Missão: Impossível III (Mission: Impossible III)
Ano: 2006
Diretor: J.J. Abrams
Orçamento: US$ 150 milhões
Receita: US$ 397.850.012
Trilha sonora: Michael Giacchino

Nome: Missão: Missão Impossível – Protocolo Fantasma (Mission: Impossible – Ghost Protocol)
Ano: 2011
Diretor: Brad Bird
Orçamento: US$ 145 milhões
Receita: US$ 694.713.380
Trilha sonora: Michael Giacchino

Nome: Missão Impossível: Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation)
Ano: 2015
Diretor: Christopher McQuarrie
Orçamento: US$ 150 milhões
Receita: US$ 682.293.528
Trilha sonora: Joe Kraemer

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