Especial: 16 de agosto – Aniversário de morte de Elvis Presley

Em 16 de agosto de 1977, morre aos 42 anos, Elvis Aaron Presley, ele foi encontrado por sua namorada, no banheiro de sua casa e levado para o hospital, onde o óbito foi oficializado.

Hoje, após 41 anos do ocorrido, o fato ainda é descrito como uma tragédia pelos fãs que o astro conquistou com sua habilidade e versatilidade artística. Sua conexão com o público ia além disso, através de suas músicas e comportamento relatado por pesquisadores e historiadores, Elvis demostrava ter uma personalidade complexa, cheia de altos e baixos que mantinha uma certa curiosidade sobre sua vida.

Com apenas 22 anos de carreira, foram 70 álbuns lançados e 3 prêmios do Grammy. Elvis deixou sua marca no mundo, foi a revolução quando ninguém ousaria ser. Suas influências musicais como o Pop, o Country, o Gospel, o R&B e a música erudita, seu alcance vocal que chegava a notas difíceis para os cantores populares da época, junto com sua desenvoltura para se apresentar e dançar, o transforma no primeiro mega star da música pop, além de representar uma ameaça a sociedade conservadora da década de 50 com toda a influência que tinha sobre seu público.

Elvis bateu recordes de vendas de suas músicas, álbuns e de público em shows, fato bastante importante, em se tratando de shows de um único artista. Foi o um dos pioneiros do Rock’n’Roll e do Rockabilly, ganhando o título de sócio fundador no hall da fama desses dois estilos.

A obra do rei do rock segue influenciando todas as gerações de músicos que surgiram depois de seu feito, mantendo viva as transformações que a revolução do rock causou no cenário musical e cultural do século XX e até os dias de hoje.

Playlist no Spotify

Separei nessa playlist as 5 músicas mais ouvidas, hoje no Spotify, seguida pelo álbum completo ELV1S: 30 #1 Hits, uma coletânea com os grandes sucessos de Elvis Presley nos Estados Unidos e Inglaterra, no álbum, só as músicas que foram número 1 nestes dois lugares entre 1956 e 1977! Ouça e divirta-se!

Acesse aqui: Elvis Presley – 16.08

Elvis e o cinema

As pessoas, em sua maioria, das mais velhas até as mais jovens, estão familiarizadas com Elvis Presley, o Rei do Rock, mas será que todas conhecem o rei como ator?!

Sim! Elvis estrelou alguns filmes dentro de sua carreira, pra ser mais exata, um total de 32 filmes de ficção que, dependendo da sua idade, você deve lembrar de alguns deles passando no Corujão ou na Sessão da tarde da Rede Globo.

Seus filmes ficaram dentro dos gêneros musical, comédia, drama, faroeste, além dos seus documentários de espetáculos, ensaios e bastidores.

O que muito se ouve, de forma genérica e superficial é sobre a fama de seus filmes não serem bons. Sobre sua atuação, o que se sabe da época é que Elvis não se preocupou muito em melhorar suas atuações quando poderia ter estudado em locais com boas referências profissionais. No olhar da crítica ele fazia o que lhe cabia com profissionalismo, que por algumas vezes foi reconhecido por seu empenho e até talento, já que o desempenho dele melhorava muito quando a direção e roteiro eram melhores.

Após a sua morte foram feitas tentativas de filmes biográficos, digo tentativas porque os fãs não se convenceram ainda. Eles sempre acham os atores caricatos demais e que as ambições são comerciais. Para eles, só quando um diretor, ator e produtor, tiverem realmente amor por Elvis Presley, chegarão mais próximos de sua complexidade para a representação.

 

Filmes

Separei 6 filmes de sua carreira em função de algumas curiosidades:

Ama-me com ternura (Love Me Tender), 1956
É o primeiro filme de Elvis. Um de seus maiores sucessos de bilheteria no cinema. A música cantada pelo personagem durante o filme é Love Me Tender que tornou-se um de seus maiores sucessos românticos.

A mulher que eu amo! (Loving You), 1957
O filme foi obviamente inspirado em sua vida e chegou a ser conhecido como “The Elvis Presley Show”. Em uma das cenas onde ele canta em um teatro, sua mãe aparece como figurante.

Prisioneiro do Rock (Jailhouse Rock), 1957
O filme se tornou um grande clássico de sua carreira e do próprio rock’n’roll no cinema. A cena memorável de um número de dança na prisão, apresenta a música tema de mesmo nome do filme, com uma coreografia feita pelo próprio Elvis. A cena foi considerada um dos primeiros video-clipes de rock. No cinema já foi homenageada em outras produções como em “The Blues Brothers” de 1980.

 

Balada Sangrenta (King Creole), 1958
Originalmente, em 1955, o papel de Danny Fisher seria interpretado por James Dean, mas com sua morte prematura, o filme foi adiado e o papel oferecido a Elvis. Neste filme ele demonstra que precisava de bons roteiros e bons diretores para mostrar seu talento, o trabalho recebe elogios, incluindo os do diretor Michael Curtiz que não via suas atuações com bons olhos. Seu álbum que carrega o mesmo nome do filme, é avaliado como um dos melhores de sua carreira.

Estrela de Fogo (Flaming Star), 1960
Se em Balada Sangrenta, Elvis começa a dar sinais de ser um bom ator, muitos afirmam que é agora que ele realmente mostra isso, o filme no gênero faroeste é considerado um dos melhores momentos de sua carreira no cinema.

Feitiço Havaiano (Blue Hawaii), 1961
Talvez o mais conhecido e provavelmente o maior sucesso da carreira de Elvis, conta a história do filho de um magnata do abacaxi que volta da guerra e prefere trabalhar como guia turístico, do que conviver com sua família.

Documentários

This is Elvis, 1981, Malcom Leo e Andrew Solt – Primeiro documentário sobre Elvis, e segundo a opinião de muitos, o melhor, e talvez o definitivo.

Elvis on Tour, 1972,Pierre Adidge e Robert Aded – Turnê pelos Estados Unidos, além de bastidores e ensaios. Vencedor do Globo de Ouro de melhor documentário.

Elvis: That’s the Way It Is, 1970, Dennis Sanders – Documentário que mostra shows em Las Vegas, além de ensaios e bastidores.

Para encerrar, temos uma relação com 2 filmes biográficos e 2 filmes que possuem algum tipo de ligação com Elvis:

Elvis The Movie, 1979
Dirigido por John Carpenter e com Kurt Russel no papel de Elvis, o filme conta sobre sua vida desde jovem até o auge de seu carreira.

Elvis, 2005
Dirigido por James Steve Sadwith, a minissérie de dois capítulos de 2 horas cada um , teve cenas filmadas na própria mansão de Elvis e a trilha sonora contou com músicas de Presley em suas gravações originais.

3000 Milhas para o Inferno (3000 Miles to Graceland), 2001
Dirigido por Demian Lichtenstein, Kurt Russel e Kevin Costner, vestidos de Elvis Presley e junto com sua gangue invadem um cassino em Las Vegas para um assalto.

Idênticos (The Identical), 2014
Dirigido por Dustin Marcellino, Blake Rayne interpreta os irmãos gêmeos que são separados assim que nasceram e que crescem sem desconfiar da existência um do outro. O filme veio a partir de um questionamento dos fãs de Elvis, o que teria acontecido se seu irmão gêmeo não tivesse morrido?! O filme não entrou no circuito dos cinemas, mas está disponível nos serviços de stream. [Eu particularmente gostei muito do filme e acho que Blake Rayne foi o ator mais parecido com Elvis que já interpretou um papel dentro deste tema.]

 

Forest Gump: O contador de histórias (Forest Gump), 1994
Dirigido por Robert Zemeckis, Tom Hanks interpreta Forest, que ao longo do filme vai contando a história da sua vida desde a infância, descrevendo momentos importantes que ele teria presenciado e participado, momentos estes que entraram para a história e influenciaram a cultura popular. Mas o que Elvis tem a ver com essa história? Logo no início da vida de Forest, ele vive em uma pensão com sua mãe onde pode interagir e fazer amizade com os moradores. Um dos hóspedes é um rapaz  jovem com um belo topete que toca violão e canta, enquanto Gump tenta dançar com as botas ortopédicas e armações que estão em suas pernas para ajudá-lo a andar. Um pouco depois na história o tal rapaz aparece imitando a dança estranha de Forest. Ele faz bastante sucesso e aparece em programas de TV se apresentando com a dança que teria aprendido com o garoto.

Fonte ficha resumo documentários: Wikipedia Elvis Presley no cinema

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