Sete Comédias Românticas Inesquecíveis (Disponíveis na Netflix!)

Acho fácil afirmar com certeza: Todos nós gostamos de uma boa comédia romântica.

Mesmo para aqueles que – envergonhadamente – alegam não gostar, os chamados corações de pedra: tenho certeza que no fundo, também se emocionam com uma cena de amor à primeira vista. E agora, felizmente, temos várias opções disponíveis em qualquer lugar, já que a modernidade nos presenteou com uma benção chamada Netflix. Em seu catálogo, temos várias opções de comédias românticas, e nessa lista vamos indicar 7 que você não pode deixar de ver. Então prepare a pipoca, os lenços e seu coração, e divirta-se!

Três Vezes Amor (2008)

Começando a lista com um filme que tem como destaque não o protagonista, mas sua filha, temos aqui uma história que tem tudo pra fazer o mais duro dos corações voltar a acreditar no amor – pelo menos um pouquinho.

Na trama, Will Hayes (Ryan Reynolds) está se divorciando. Sua filha de dez anos, Maya (Abigail Breslin), começa a questioná-lo sobre como era sua vida, e especialmente, a a menina quer saber todos os detalhes de como seus pais se apaixonaram. Will começa então um jogo, no qual promete para filha contar sobre todos os seus relacionamentos do passado, mas ela terá de adivinhar qual das namoradas é sua mãe.

Blue Jay (2016)

Esse filme é uma pequena pérola desconhecida no catálogo da Netflix. Tão delicado e belo, com atuações incríveis de seus protagonistas, e filmado numa paleta em preto e branco um tanto quanto nostálgica, o longa evoca a melancolia resultante do reconhecimento mútuo do potencial amoroso, aquele tão famoso “E se…”

O filme  captura a atenção por se tratar da conversa que gostaríamos de ter, mesmo que não saibamos, e ao mesmo tempo nunca teremos. Amanda (Sarah Paulson) e Jim (Mark Duplass), um casal nos tempos de high school, se encontram por acaso, 24 anos depois de se separarem,  em sua antiga cidade na Califórnia. O que começa como um encontro casual se torna o desfecho para um assunto inacabado entre os dois.

Sintonia de Amor (1993)

Não é sempre que nos deparamos com um filme como Sintonia de Amor, que embora seja pouco citado nos dias atuais, se manteve encantador com o passar do tempo, com uma sutileza apaixonante, e uma trilha sonora marcante, incluindo faíscas de drama e comédia ao longo de sua narrativa.

A história criada por Jeff Arch gira em torno de Sam Baldwin (Tom Hanks), um arquiteto que, viúvo, não consegue esconder de seu pequeno filho Jonah (Ross Malinger) a sua tristeza. Preocupado, o filho liga para um programa de rádio chamado Sleepless in Seattle, dizendo que gostaria de arrumar uma namorada para o pai. Muito longe dali está Annie Reed (Meg Ryan), que mesmo estando noiva e viajando de carro, ouve o desabafo de Sam e acaba se apaixonando por ele.

Orgulho e Preconceito (2005)

Aqui temos talvez o romance mais clássico entre todos, que já foi interpretado de inúmeras maneiras e que com certeza tem seu destaque no modo em que os relacionamentos se desenvolvem, com uma crueza e ao mesmo tempo, uma grande sensibilidade. A versão escolhida para a nossa lista é a de 2005, filmada por Joe Wright, que tem uma fotografia esplêndida e um delicadeza nos detalhes que apaixonam.

Um senhora de classe média tem como sua única preocupação, casar sua 5 filhas com um bom marido. Quando o Sr. Bingley se muda para a região, ela vê ali a oportunidade. Porém ninguém contava com a presença do Sr. Darcy (Matthew Macfadyen, em ótima atuação, taciturno e deslocado, porém charmoso) que ofende a segunda filha, Elizabeth (Keira Knightley, em sua performance mais cativante. De personalidade forte, marcante e, principalmente, carismática, garantiu sua primeira indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro.), criando com ela uma rixa que persistirá enquanto o orgulho de ambos se puser no caminho.

O Plano Imperfeito (2018)

Explorando a fórmula de todas as boas comédias românticas, esse  filme original da Netflix mostra que sabe utilizar clichês a seu favor de maneira interessante. Um de seus grandes destaques é um ritmo dinâmico, que nos captura desde o início, e um enredo que flui com muita facilidade. Se beneficiando de um roteiro muito bem estruturado, o filme é familiar, divertido e leve; de certa maneira, tudo que uma boa comédia romântica deve ser, sem pretensão ou trivialidade.

Harper (Zoey Deutch) e Charlie (Glen Powell) trabalham como assistentes para dois executivos em Manhattan. O temperamento e a dinâmica de seus chefes transformam suas vidas em um verdadeiro inferno. Desesperados e exaustos, os dois jovens se juntam para elaborar um plano um tanto quanto ousado: fazer com que os seus superiores se apaixonem e, dessa forma, não os forcem tanto no trabalho, porém essa situação pode acabar dando resultados inesperados.

Your Name (2016)

Eu sei, você não estava esperando encontrar um anime nessa lista, não é mesmo? Porém, não havia como fugir desse filme, que tem um arte primorosa, uma trilha sonora incrível e uma história que prende o espectador desde o início. Preciso destacar aqui que o filme foi todo desenhado tradicionalmente, e sua arte impressiona até os mais céticos espectadores. Os detalhes dão um charme a mais tanto para a trama quanto para os protagonistas. Além disso, o diretor Makoto Shinkai dirige o filme belamente, com um ritmo perfeito e uma dupla de protagonistas que nos conquista.

É um filme sobre um garoto e uma garota que durante a passagem de um cometa trocam de corpo. Ela, uma garota que vive numa cidadezinha de fim de mundo, e ele, um garoto em plena Tokyo. O filme acompanha os dois tentando entender o que tá acontecendo, depois se ajudando e se procurando até que tudo vira do avesso. E no caos a busca se torna ainda mais importante.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei (2018)

O filme mais novinho dessa lista, e também o com maior nome. A beleza de Para Todos os Garotos que Já Amei está na simplicidade e sinceridade com que trata seus personagens, principalmente a protagonista, defendida com garra pela carismática atriz Lana Condor. Ele defende seus clichês e obviedades, com uma humanidade que o faz se destacar entre os demais filmes do gênero. Além disso, o cuidado fotográfico da diretora Susan Johnson é digno de um filme de Wes Anderson. Todas as cores harmonizam de forma a se destacar no cenário, além de posicionamentos cenográficos que são definitivamente planejados minuciosamente.

Lara Jean Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os meninos que conseguiram, algum dia, fazer com que ela sentisse algo por eles – chame de paixão, se quiser. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

Espero que vocês tenham gostado das nossas sugestões de filmes, e que eles consigam, de um modo ou de outro, alegrar seu coração (Depois de uma lista dessa, impossível fugir dos clichês!).

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