O Baile da Morte Vermelha – Edgar Allan Poe

Olá, meus monstrinhos, vamos voltar a falar de Edgar Allan Poe. O conto escolhido dessa vez é O Baile da Morte Vermelha, o meu conto favorito. Diferente dos meus posts anteriores, esse eu vou contar o final. Então, meus horrores, se não querem saber o final dessa história maravilhosa, não leiam o último parágrafo, pois será o trecho final do livro.

A morte vermelha é uma doença que devastou o país (país não especificado no conto), contudo um príncipe muito rico pegou todos os nobres e os da mais alta classe, colocou-os em seu castelo e fechou as portas para que a afamada doença não assolasse os mais ricos.

O palácio era imenso, as roupas fornecidas pelo príncipe aos seus hóspedes eram da mais alta costura. Enquanto a população morria de fome, os seus convidados eram a própria gula, pois não havia nada naquele enorme lugar que faltasse.

Nessa história há uma descrição de cada quarto, contudo existe um que nenhum dos residentes teve coragem de entrar porque o mesmo tinha um carpete preto e as paredes todas revestidas em veludo preto até o teto. Diferente dos demais cômodos, as janelas não combinavam, elas eram em de um vidro vermelho tão intenso que pareciam sangrar. Ainda havia um enorme relógio de ébano com um oscilar do pêndulo pesado e monótono, a cada hora seu badalar era tão forte que os músicos tinham que parar de tocar, pois o barulho percorria todo o salão e anulava os sons que os mesmos produziam.

Durante o decorrer de toda a estadia houve diversos bailes, contudo havia um que era o mais esperado, o de máscaras, pois como não era possível reconhecer ninguém, tudo era permitido, assim o baile se sucedeu com abundância dos mais luxuosos desejos. Entretanto, aparece um certo sujeito que causa sussurros entre os convidados, pois a misteriosa figura vestia-se como a morte vermelha.

O príncipe próspero, insultado pela figura, decidiu confrontá-lo. O misterioso ser foi em direção ao príncipe e ninguém ousou segurá-lo, ele chegou bem pertinho de sua majestade e nada o grande nobre fez os convidados não gostaram nada da covardia do príncipe. Devido à humilhação, o príncipe foi atrás do mascarado com uma adaga em suas mãos. Na frente do quarto negro o príncipe conseguiu arrancar a máscara e não havia nada em seu interior, apenas um vazio. Quando o ele se deparou com tamanha revelação percebeu que se tratara da própria morte vermelha. O sino badala, o príncipe cai morto no chão com todos os sintomas da morte vermelha, sendo assim sucessivamente cada convidado caiu sem vida sem e nem as muralhas enormes do grande castelo puderem segurar a fúria dessa incontestável doença.

Cordialmente,

Mal’ary’ush

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