Impostos x Jogos

Com as discussões a todo vapor no Senado nesta semana, sobre a PEC 51/2017 (Proposta de Emenda à Constituição) da redução de impostos em jogos e consoles, no início a proposta visava apenas a redução da alíquota de 72% para 9%, porém com as discussões em 2018, o relator, Senador Telmário Mota (PTB-PR) propôs a imunidade tributária aos consoles e jogos produzidos no Brasil (itens importados ainda estarão sujeitos a impostos) e que foi aprovada. Se for aprovada, consoles e jogos nacionais são protegidos pelo artigo 150 da constituição, que prevê imunidade para templos de qualquer religião, patrimônio de partidos políticos, livros e jornais e atualmente engloba CDs e DVDs produzidos no Brasil com obras de autores brasileiros, Kenji Amaral Kikuchi é o autor do projeto

Apesar de o Brasil produzir jogos desde 1991, e de ser a 11ª maior indústria de jogos no mundo, os impostos exorbitantes acabam sufocando essa indústria que gera um lucro de quase 100 bilhões de dólares.

Mas o que isso Impacta no nosso mercado?

Xbox e Playstation.

Para a Microsoft e Sony que já estão em solo brasileiro, isso seria de alta prioridade, afinal seus consoles já são produzidos aqui em território Brasileiro, porém não tem tanta redução tributária, com a aprovação desta emenda, isso aumentaria ainda mais a força de produção, afinal sempre quando um console é lançado, ele demora alguns meses ou anos para ser produzidos em outros lugares, o que aqui acabaria se tornando semanas para sua produção.

Desenvolvedoras e Estúdios.

O Brasil vem sendo um dos maiores consumidores de jogos, e possuí alguns estúdios que sempre são marcados por jogos pequenos ou fora do público, porém esse é um fator que pode mudar, afinal com o produto isento de impostos, novos estúdios podem nascer, gerando mais força para a produção de novos conteúdos.

A pequena participação dos brasileiros em Celeste, do estúdio MiniBoss: os artistas Amora Bettany e Pedro Medeiros, além da gerente de operações Heidy Motta. Mostra o potencial dos profissionais brasileiros, jogo esse que quase desbancou Red Dead Rendemption e God of War ano passado.

Alguns dos principais desenvolvedores poderiam montar filiais/estúdios aqui em terras tupiniquins, como Ubisoft, Activision, EA, Square Enix, dentre outros grandes, podendo criar, ou trabalhar junto em novos conteúdos, e possíveis suportes aos jogos.

Nintendo

Fica clara que com a isenção de impostos para jogos e consoles produzidos no Brasil, é mais um passo que fortalece essa relação Brasil/Nintendo, o Nintendo Switch vem sendo um dos consoles mais lucrativos da história, e imaginando isso sem impostos, a Nintendo estaria em solo brasileiro produzindo Switch, podendo até desenvolver jogos por aqui, o que acataria em uma redução bruta de preço e geraria muitos empregos.

Pirataria

Por último o terrível vilão, com a isenção/redução, a queda nos preços dos jogos seria bruta, aqueceria o mercado de vendas, e as produções, com preços baixos a pirataria é menos procurada, logicamente ela não deixaria de existir, afinal ainda tem aqueles que buscam ganhar vantagem em tudo mesmo que para isso descumpram a lei, porém isso poderia diminuir o incentivo a ela!

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