5 filmes de terror para ver no Halloween – Pt.2

É, o Halloween passou, mas ainda aproveitando o clima dessa época “sombria”, vamos à conclusão das dicas de filmes para assistir quando quiser tomar uns sustos ou aproveitar uma boa história apavorante. Essa segunda metade traz os títulos do século XXI, sem uma ordem específica de qualidade.

Hereditário (Hereditary, 2018)

O filme de estréia do diretor Ari Aster trouxe muita atenção. Perturbador, Hereditário trata a história de uma família que vai, aos poucos, desvendando segredos sombrios ao redor da morte da matriarca, que parece permanecer como uma sombra sob a neta mais jovem. Com uma atuação incrível de Toni Collette no papel da mãe, o filme não tem medo de ser explícito e chocante graficamente, mas sem ceder ao ponto apelativo e exagerado, abordando temas como morte, luto, família e ocultismo. Com sustos pontuais e um clima de tensão crescente, Hereditário chegou a fazer as pessoas saírem com mal-estar dos cinemas, mas fez isso por mérito próprio de qualidade no desenvolvimento e finalização.

Corra! (Get Out!, 2017)

Quando foi anunciado um filme de terror com Jordan Peele como diretor, muitos torceram o nariz, especialmente devido ao vínculo e carreira de Jordan no meio da comédia. Entretanto, Corra! fez com que todos queimassem a língua. O filme traz a história do fotógrafo Chris, vivido por Daniel Kaluuya, durante um fim de semana onde vai conhecer os pais de sua namorada, Rose. Apesar do receio por questões raciais, Chris é bem recebido e tratado. Entretanto, algo não parece certo com os empregados da família. Com o passar do tempo, todo vilarejo parece ir mudando sutilmente de comportamento, agindo de formas cada vez mais estranhas. O filme rendeu ao estreante Peele um Oscar de Melhor Roteiro Original.

O Orfanato (El Orfanato, 2007)

Dirigido por J.A. Bayona e com roteiro de Sérgio Sanchéz, O Orfanato ganhou destaque na época por possuir a produção de Guillermo Del Toro, que havia sido indicado a seis Oscars com O Labirinto do Fauno. Não por menos, o filme faz jus a equipe que possui, pois o maior forte de O Orfanato é a precisão, o timing. O roteiro não apresenta nada muito inovador, mas a abordagem traz minuciosas escolhas que criam um clima de tensão no espectador sem precisar apelar a sustos baratos e violência explícita. O enredo acompanha Laura, uma mãe que decide comprar o falido orfanato onde cresceu para morar com seu marido e filho (também adotado). Entretanto, os problemas começam quando o garoto arruma amigos imaginários e, um dia, simplesmente desaparece. A partir disso, Laura vai desvendando segredos sombrios por trás do lugar, enquanto segue na busca desesperada para ter o filho de volta.

O Babadook (The Babadook, 2014)

Baseado em um curta-metragem chamado “Monster”, também de Jeniffer Kent, diretora do filme, O Babadook se trata de um filme de terror psicológico que flerta com o sobrenatural (ou seria o contrário?). O longa narra a história de Amelia, uma mãe viúva que perdeu seu marido em um acidente no dia do parto, criando seu filho Samuel, que acaba de completar 7 anos. Após a data, um estranho livro aparece na estante de seu filho. Em capa preta e vermelha, apenas o nome “The Babadook” aparece grafado na frente. Conforme vai lendo o livro, coisas mais sinistras vão acontecendo no dia-a-dia de Amelia. O filme possui um grande fundo metafórico e algumas interpretações variadas, de acordo com quem assiste. Mas uma coisa é certa: O Babadook é real. Ele existe. E está mais perto de nós, espectadores, do que podemos imaginar.

Quando As Luzes Se Apagam (Lights Out, 2016)

Pra finalizar, trazemos mais um filme baseado em um curta-metragem, de 3 minutos. Do diretor David Sandberg, o filme possui produção executiva do aclamado James Wan. O enredo traz uma jovem adulta, vivida por Teresa Palmer, que possuía uma série de medos na infância, especialmente do escuro, acreditando ser perseguida por uma mulher ou entidade feminina. Nos tempos atuais, seu irmão mais novo desenvolve o mesmo problema. Com isso, cabe a ela desvendar qual a relação desse medo com sua família. O filme brinca e explora constantemente um dos medos mais primários do ser humano: o desconhecido. Ao instigar, com um bem trabalhado jogo de luzes, a presença de um ser maligno que só pode se manifestar nas trevas, a equipe técnica trabalha uma constante paranoia na mente do espectador, que fica buscando sempre discernir (sem muita certeza) o que é real e o que não é.

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