Resenha: A Quimera de Praga (Laini Taylor)

Sinopse: “Pelos quatro cantos do mundo, marcas de mãos negras começam a aparecer nas portas, gravadas a fogo por estranhos seres alados, saídos de uma fenda no céu. Numa loja escura e empoeirada, o abastecimento de dentes humanos de um demônio começa a ficar perigosamente reduzido. E nas ruelas labirínticas de Praga, uma jovem está prestes a embarcar numa jornada sem retorno.

O seu nome é Karou. Karou não sabe quem é, nem porque vive dividida entre o mundo humano e a sua família de demônios, mas crê que as respostas podem estar para lá de uma porta nos recantos sombrios de uma loja, ou no confronto com um completo desconhecido, de olhar abrasador e aparência divina – o anjo que queimou as entradas para o seu mundo, deixando-a só.

Primeiro lugar de vendas da Amazon na categoria de «Jovens Adultos» em 2011. Prémios – Melhor livro do ano para o The New York Times, Publishers Weekly, Kirkus Review, Barnes & Noble Review, Locus (Magazine of Science Fiction & Fantasy), ABC Best Children”s Book Catalog e School Library Journal – Vencedor do Oregon Spirit Book Award – Finalista dos Prémios Andrew Norton e Children”s Choice Book Awards Teen Book of the Year“.

Esse livro me marcou bastante. Também, pudera, eu o li em uma viagem, então isso já o torna marcante na minha vida. Mas e sua escrita? Sua qualidade? Também marcam um leitor? Posso dizer que sim, mesmo para aqueles já acostumados com fantasias juvenis.

Se você gosta de Cidade dos Ossos, Harry Potter, Percy Jackson, Crepúsculo, Os Garotos Corvos, ou O Substituto, provavelmente irá gostar de A Quimera de Praga, da autora americana Laini Taylor.

Sua escrita é bastante fluída e nos encanta conforme vamos conhecendo cada vez mais e mais o mundo que ela cria em seu livro e que nele reside a jovem Karou, que aliás, vive entre dois mundos: o nosso, dos humanos, e o de bestas estranhas, mas ao mesmo tempo gentis e companheiras.

Já vimos antes o protagonista jovem que se vê dividido entre dois mundos e não sabe qual deles seguir, e o mesmo vai acontecendo no livro, mas seguindo um trajeto próprio e bem feito enquanto prende nossa leitura com os detalhes e encantos das artes e da cidade de Praga em si. E também a mitologia de um mundo que nem fazemos ideia que exista.

Mas o final é incrível. Uma reviravolta que irá impactar aos leitores que mais se deixarem levar pela história que, apesar de seus encantos, também possui seu lado sombrio.

Colunista: Walter Niyama é formado em Jornalismo pela ESPM-SP. É autor de três livros publicados: O Mistério dos Suicidas; Guardiões de Sonhos – As Portas dos Pesadelos; e Anos Atrás – Uma História de Santiago Valentim.

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