Doctor Who termina 12ª temporada melhor e cheia de controvérsia

Foto: Divulgação. BBC / BBC Studios – Henrik Knudsen

Na última semana foi ao ar o último episódio da 12 temporada de Doctor Who. Os fãs estavam curiosos de ver o que os atores e o showrunner Chris Chibnal tinham a trazer.

Muita discussão e polêmica foi causada quando a atriz Jodie Whittaker foi anunciada como a nova doutora. Muitos viram apenas como uma estratégia barata de “lacrar”. Isso vindo de pessoas mais progressistas (hoje reclamações desse tipo são ainda mais frequentes, especialmente se levar em conta o conceito do pink money) e também de comentários com conteúdos machistas. Além de pessoas que sempre reclamam quando o Doutor muda. Afinal, toda mudança vai agradar e desagradar.

De um modo geral, a primeira temporada de Jodie, que ainda mudou o formato de companions e voltou para algo mais similar aos das primeiras temporadas da série clássica, cessou as reclamações com relação a uma mulher de Doctor. Os efeitos especiais melhoraram de forma gigante. Mas o roteiro foi muito criticado e Chris Chibnall, que recebeu a difícil missão de substituir Steve Moffat, foi o principal alvo.

Imagem: cena de Doctor Who. Sacha Dhawan como o novo Mestre.

Agora, a nova temporada começou com episódios cheios de ações, mistérios plantados, reviravoltas e uma doutora melhor também. A atuação de Jodie na temporada anterior foi boa, mas em vários momentos havia a sensação de não ser genuína, de estar tentando imitar o estilo de Matt Smith, mas nesta ela foi mais genuína, sua diversão como doutora era contagiante. E tivemos ainda a aparição do novo Mestre, que é fabuloso e honra o papel deixado por Missy.

Porém, da metade por fim há uma desandada. Como se tivesse perdido o fôlego. A volta dos Cybermen é bem feita, mas exceto pelo cybermen solitário, que tem grande presença, não há muitas novidades.

Cena da nova temporada de Doctor Who mostra a Cidadela destruída e todos mortos.

Quanto ao grande acontecimento da temporada, a destruição de Gallifrey pelo Mestre não é explicada e ainda não causa o efeito que poderia ter causado. Visto que Gallifrey já foi destruída na Guerra do Tempo com os Daleks, evento que foi uma sombra desde a volta da série em 2005 e só teve uma “conclusão” no assunto com Peter Capaldi.

Os companheiros do doutor nessa temporada evoluem como conjunto. E isso que é o destacável neles. Individualmente eles não tem tanto carisma, o que tem mais é o Graham, mas o conjunto que eles formam é algo muito legal de se ver. A amizade, o time.

Agora, os eventos do último episódio e da doutora Ruth. Esses foram os elementos que mais causaram discussão no fandom. Uns veem como mudanças naturais enquanto outros aumentaram seu desprezo por Chibnal, afinal são coisas que potencialmente alteram o canon da série (embora fazer tudo certinho e fazendo sentido não sejam bem uma marca da série) enquanto resgatam elementos da clássica, o que pode deixar alguns telespectadores confusos por assistirem apenas a era moderna.

Cena mostra a Doutora de Jodie Whittaker ao lado de Jo Martin, que interpreta a Doutora que os fãs ainda debatem onde ela se encaixa na linha do tempo da personagem.

Pode ser que no futuro, se os roteiristas virem que não faz sentido continuar assim, os eventos podem mudar. Ou podem permanecer. De qualquer forma, a nova temporada de Doctor Who apresentou melhoras da última, o elenco parece mais confortável com seus personagens e o roteiro melhorou, mas os eventos que deveriam ser os grandes plot twists não atingiram o mesmo efeito de temporadas anteriores, apesar de apresentarem sim ideias interessantes.

Agora é esperar para ver o que Doctor Who nos aguarda para o futuro. As últimas cenas e eventos já nos mostraram que podemos esperar algo grande.

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