Resenha: A Árvore da Mentira

Um livro que mistura estilo gótico, de época e ficção científica. Esse é um resumo que eu posso fazer da obra de Frances Harding, nascida em Kent, Inglaterra, e que já havia publicado seis livros antes desse.

A história se passa no século XIX em que a Inglaterra é um império e a ciência avança enquanto as superstições ficam para trás. Ou será que não? Veremos alguns desses conflitos enquanto acompanhamos a jornada de Faith uma jovem menina, bastante curiosa e filha do reverendo Erasmus, um grande especialista de ciências naturais que, por conta do trabalho, força sua família a se mudar para a inóspita ilha de Vane.

Além dos dois, na família há ainda o pequeno Howard e a mãe, Myrtle. Mas logo a paz e a harmonia se vai quando o pai de Faith morre sob circunstâncias suspeitas. Buscando a verdade entre seus pertences, a garota descobre uma estranha planta. Uma planta que se alimenta de mentiras sussurradas e dá frutos que revelam verdades ocultas. 

Com isso, Faith agora possui uma vantagem para desvendar os segredos das pessoas em Vane e também das amarras e tradições patriarcais. Mas qual será o custo? E mais, quais serão os perigos? É tarde demais para Faith voltar atrás. Só resta sobreviver.

O livro, publicado no Brasil pela editora Novo Século, exibe com orgulho na capa que a obra ganhou o prêmio de melhor livro no Costa Book Awards 2016. E para mim isso não é uma surpresa. A história é muito boa, misturando elementos de época e ficção num tom sombrio e ritmo acelerado e calmo nas horas certas.

Se você gosta de histórias como Colarine, tenho certeza de que irá gostar de A Árvore da Mentira.

Colunista: Walter Niyama é formado em Jornalismo pela ESPM-SP e já trabalhou no Diário do Centro do Mundo. Atualmente toca o site Converge Jornalismo e possui três romances publicados: O Mistério dos Suicidas; Guardiões de Sonhos – As Portas dos Pesadelos; e Anos Atrás – Uma História de Santiago Valentim.

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