Resenha: O Jogo do Enganador (Danilo Queiroz)

Existe a ideia de que é muito importante fazer uma boa primeira impressão e nisso muitas histórias logo no começo já trabalham em fazer isso para prender a atenção da pessoa que a está consumindo. Os cinco primeiros minutos de um filme já estabelecem tudo, justamente para que o telespectador se interesse e assista até o fim.

Esse efeito é conseguido no livo O Jogo do Enganador quando logo de cara já conhecemos o jornalista Daniel Meirelles, inteligente, esperto, arrogante e que não tem medo de irritar políticos corruptos (ou seu melhor amigo), precisando pular da janela da redação de seu jornal para escapar de capangas que querem matá-lo.

No livro de Danilo Queiroz somos apresentados a cidadezinha de Ribeirão Freire. Nela vamos acompanhar o jornalista Daniel, que graças a um trabalho investigativo incrível, causou a prisão do prefeito local.

Ele, assim como seu melhor amigo o detetive da polícia Maxwell Scheneider, Mas logo uma morte violenta lança Daniel para algo maior, algo que envolve dinheiro, assassinos, uma teia que ele precisará desvendar antes que ele acabe se tornando parte do banho de sangue.

O livro é cheio de cenas de ação, mas não é desenfreado, possui pausas colocadas nos momentos certos. Seus personagens principais são bastante carismáticos e a relação entre Daniel e Max é um grande destaque da obra.

Dessa relação vemos a inteligencia e sagacidade dos dois sendo colocada a prova e também é dos dois que saem os momentos de humor, isso quando não são as próprias reflexões do jornalista, que sabe ser irônico e sarcástico. O que nem sempre o ajuda.

Colunista: Walter Niyama é formado em Jornalismo pela ESPM-SP. Além do Nerdssauros também escreve para o Converge-Jornalismo. Também é autor de três livros publicados: O Mistério dos Suicidas; Guardiões de Sonhos – As Portas dos Pesadelos; e Anos Atrás – Uma História de Santiago Valentim.

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